sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Tudo é relativo.

Recentemente me deparei com um livro, um compêndio de Física Quântica. Fiquei satisfeito de enfim poder ter contato com uma obra que abordava esta ciência pela perspectiva matemática, escrita por um doutor em física nuclear e que se propunha a simplificar tanto quanto fosse possível o entendimento deste complexo mundo infinitesimal.
Tudo que os leigos sabem à respeito do assunto, deriva de um sem número de escritores que se apegam ao potencial filosófico da dualidade da matéria, e saem relatando um mundo de fantasias, com ar vitorioso e descansado de terem encontrado a chave da magia e mistério do mundo.
Einstein já dizia com certo ar de malícia que só duas pessoas haviam entendido a sua teoria da relatividade geral e que ele não conseguia lembrar quem era a outra.
De fato quando nem mesmo os próprios pesquisadores sabem prever os acontecimentos, as causas que irão gerar os respectivos efeitos, uma tal ciência é sem dúvida terreno fértil para especulações.
Infelizmente não entendi nada também, ou não tivesse interesse em estudar cálculos diferenciais em matrizes compostas derivadas. Mas o potencial filosófico é indiscutível.
Simplificadamente a matéria é formada de partículas infinitamente pequenas que se atraem e se repelem dependendo de suas respectivas cargas. Tudo no universo e construído com este "tijolinhos" energéticos.
A grande questão que dá margem à especulações é realmente impressionante. E transforma nossas mais firmes certezas em vapores prestes a esvanecerem. As partículas de matéria ou seja, em essência a matéria, depende estritamente seu comportamento do
observador, é a famosa dualidade onda-partícula.
Funciona mais ou menos assim: Tudo depende da Luz. A luz é uma onda e tal qual vai de um ponto A ao B. Nossos olhos estão fisiologicamente programados pra capitarem uma quantidade desta onda por unidade de tempo. Mas em um laboratório manipula-se esta variável. Quando se incide uma frequência de luz mais lenta numa partícula ela se apresenta como estática no espaço. Aumentando-se essa frequência, ou seja mais fótons de luz chegando à partícula o seu comportamento passa a ser o de onda.
Só estes dados simples já permitem uma série de especulações. A consciência do tempo, o que é lento ou rápido, mundos de velocidades distintas, aquém ou além de nossas capacidades.
E uma dúvida entre tantas paira no ar: Qualquer encefalograma registra uma imensidão de estímulos inundando o ser, e novento por cento destes não se sabe a causa definida. São percebidos, registrados mas não relacionados.

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