A vontade de transformação é explícita. Toda forma no tempo muda e é da natureza de todas as coisas que ocupam espaço.
Ao nos fixarmos a uma estrutura de personalidade nos enrijescemos feito tocos de pau, enquanto os ciclos se movem à volta.
Olho em volta e vejo a diferença no ar, no céu, consigo perceber pois a brisa e o Sol se movem mais rápidos do que aquele jatobá ali.
No entanto aquele jatobá está mudando e sua forma agora esta de passagem. Só não tenho tempo nem poesia para visualizar estes pormenores da transfiguração.
Se apegar à uma idéia de ser é querer ser o louco que pensa parar o mundo. Não, sinto muito, mas não és mais o mesmo de ontem, pequenas mudanças aconteceram.
Podia ser melhor. Aceitar o fluxo do tempo com respeito é permitir cair a terra o frutos apodedrecidos de si, que já não lhe pertencem mais.
A terra esta louca pra comer este teu pedaço velho e estragado que já deveria ter lançado mão à tempo. O que tá fazendo com este intruso que não mais lhe corresponde?
Vamos lá deixe de apegos. Só porque entendeu tudo errado e teve maus professores, incluindo esta parte envelhecida de ti invejosa e saudosa do viço novo.
Abra mão desta inutilidade. Frutos e flores novas e belas querem e precisam nascer.
E não se esqueça que pra estes também chegará a hora.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
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2 comentários:
Quando pequeno imaginava que o inverno era mais frio, bem mais frio do que hoje. Pode ter sido sensação daquele tempo quando esperava o ônibus escolar chegar na fria manhã de julho. E fazia muito frio. Hoje faz frio, mas não o frio daquela época. Será que algo mudou? E na praia ficava exposto ao sol, quase toda a manhã e o início da tarde e o sol queimava bem menos. Naquela época não se usava protetor solar como hoje, o tempo era outro e a natureza também.
Quando era pequeno achava que todo o futuro sorria. E eu com ele claro ía junto.
No mundo que quería ver e crer, não existia fronteiras. Poderia e teria amigos e afazeres pra ver e conviver em todos os lugares. Seis meses em São Francisco outro seis em Katmandu.
Neste percurso tentaram aviltar minha coragem com excessos de racionalidade. Chamuscos me atingiram, claro. Mas aquele tempo, o outro, onde o Sol queimava gostoso, ainda não morreu e nem aquele menino atrevido que apenas adormeceu.
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