quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

O que os mestres sabiam?

Seguimos tentando entender este aglomerado aos sentidos e, no entanto, com um limitado espectro de toda a manifestação nos é fisiológicamente permitido relacionar.
Penso aqui comigo quanta misericórdia e inteligência do processo criativo universal em selecionar só esta pequena faixa de luz. Com quantos outros processos interagimos e nem percebemos. Quanta falta de explicação para os inúmeros pormenores que nos influênciam.
De fato esta na hora de reavaliarmos conceitos que vão do básico instinto ao que é comumente considerado milagre. Penso que a falta de explicação para certos fenômenos reside muito mais na limitação racional - da qual o espectro de luz é o símbolo em essência - de considerarmos os princípios causais por trás do acontecimento.
Temos no cérebro um instrumento valioso e complexo que nos permite criar as descrições com a qual identificamos e entendemos o todo. Com isso, no fogo do que é manifestado, forjamos nossa consciência. Esta, elaborada e preparada pelas descrições compreende apenas o parêntesis cognoscível.
O maior e infinitamente à parte necessita ainda de mecanismos cartesianos e seguros para que os vivenciamos com prática e utilidade. Se é que isso realmente importa.
A lógica está sedimentada em fundamentos de espacidade e temporalidade, causa e efeitos elegantemente seguros e conhecidos. O desconhecido provavelmente relacina-se com outra categoria de leis que já não mais devemos ignorar fantasiando a verdade de fantasmagorias.

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